quarta-feira, 18 de julho de 2012

O melhor jeito de se despedir



Tudo é tão seco e limitado. Tudo tem tempo, tudo se esgota. O infinito é bonito porque eles rimam. Eles combinam. Mas eles se excluem.

Quis tanto que não acabasse, e acabou mais rápido do que eu esperava. Quando eu quis que durasse pouco, durou muito mais que uma montanha na estrada.

E falar de montanha que dura muito, é sem pretensão. Pois a montanha muda com o vento, com a água, com o tempo. Só não muda o modo como eu olho pra ela. Ela só finge que continua a mesma e vive assim pra sempre. Ela é infinita.

Eu sou cheia de começos, de meios e de fins. Começo de histeria, meio de história interrompida e fim de querer que tudo mude sem mudar. E se o fim é pra ser bom, que eu entenda que foi bom. E se foi ruim, que eu não destrua o que eu aprendi.

Mais um que chega ao fim. Sem se despedir, sem dar satisfação, só olhou e disse “até mais”. Isso é uma despedida que se preze? Eu faria diferente. O fim é feio. O fim sem despedida é horroroso.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Oh, Spidey...



A gente ficou muito tempo com saudade do Homem Aranha e sentiu falta da cidade de Nova York enfeitada com suas teias atiradas de seu pulso pra salvar os inocentes cidadãos nova-iorquinos. E no longínquo ano de 2010, eis que surgiram especulações de um novo filme com o super herói que tem o collant mais apertado de todos. Assim que o filme foi confirmado, nossa paixão pelo Spider Man renasceu em nossos corações e a gente teve que passar por uma longa e sofrida espera, com trailers, cartazes, banners, teasers, fotos de gravações... Foi difícil, mas a espera acabou.

Estava na fila do cinema já sabendo que o filme ia ter uma abordagem mais pré-adolescente e, quando peguei o folheto de divulgação do cinema, tive certeza que a quantidade de sangue falso gasto pra fazer o filme foi abaixo dos 500 mililitros: a classificação etária era de 10 anos. Senti que havia alguma coisa de infantil pairando no ar quando um garotinho de 11 ou 12 anos chegou na fila dizendo que o Hulk parecia um mendigo e o Thor parecia uma menina. “Quero só ver esse tal de Homem Aranha”.

Eu pensei que ia superar o fato de o par romântico não ser mais a Mary Jane por ser a linda da Emma Stone que estava interpretando a Gwen Stacy, mas tinha algo errado. A história parecia estar errada. Eu só queria gritar: I want Mary Jane back! Tudo corria bem no filme até o Dr. Connors virar um super lagarto vilão que queria matar todo mundo sem nenhum motivo, aparentemente. E aí tudo ficou sem sentido, mas o Homem Aranha salvou todo mundo assim mesmo.

Costumo dizer que o importante é se divertir quando a gente vai ao cinema. O Espetacular Homem Aranha é um filme divertido. Peter Parker continua nerd, continua sem jeito com garotas, continua sendo um loser que ganha super poderes e vira “o” cara. Dei muita risada, adorei as piadinhas irônicas e, principalmente, adorei o Andrew Garfield. (Nesse momento, Tobey Maguire chora).

O que esperar de um filme com título que parece manchete de jornal sensacionalista da banca do tio da esquina? Amorzinho adolescente, liçãozinha de moral no final e muitos efeitos 3D. O Espetacular Homem Aranha merece 3 estrelinhas por ser legal, e não espetacular.

(OBS: o título em inglês é muito mais legal, sdds história em quadrinhos)

domingo, 1 de julho de 2012

Tira essa ideia da cabeça




É difícil falar
Quando todos estão olhando
Parecem armas esses olhos
E essas conversas me assustam

Finge que eu estou leve
Que mais tarde eu faço um café
Não tenho problema em pegar uma xícara
Desde que você diga que não se importa

Se sou rígida, ríspida
Ou qualquer palavrinha proparoxítona
Difícil de pronunciar
Tira essa ideia da cabeça

Sou só uma pena
Que você sopra
Sopra de novo
E ela não sai do lugar
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