quarta-feira, 18 de julho de 2012

O melhor jeito de se despedir



Tudo é tão seco e limitado. Tudo tem tempo, tudo se esgota. O infinito é bonito porque eles rimam. Eles combinam. Mas eles se excluem.

Quis tanto que não acabasse, e acabou mais rápido do que eu esperava. Quando eu quis que durasse pouco, durou muito mais que uma montanha na estrada.

E falar de montanha que dura muito, é sem pretensão. Pois a montanha muda com o vento, com a água, com o tempo. Só não muda o modo como eu olho pra ela. Ela só finge que continua a mesma e vive assim pra sempre. Ela é infinita.

Eu sou cheia de começos, de meios e de fins. Começo de histeria, meio de história interrompida e fim de querer que tudo mude sem mudar. E se o fim é pra ser bom, que eu entenda que foi bom. E se foi ruim, que eu não destrua o que eu aprendi.

Mais um que chega ao fim. Sem se despedir, sem dar satisfação, só olhou e disse “até mais”. Isso é uma despedida que se preze? Eu faria diferente. O fim é feio. O fim sem despedida é horroroso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...