quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Algumas maneiras de se guardar um segredo



O último capítulo da temporada de verão de Pretty Little Liars foi exibido ontem nos Estados Unidos. Como somos eficientes, já baixamos e já assistimos também, claro. Foi simplesmente sensacional. Uma pena eu ter descoberto as revelações antes pelos Trending Topics no Twitter hehe.

Mas não é exatamente disso que eu quero falar.

Li o primeiro livro da série Pretty Little Liars, chamado Maldosas. Peguei-o com muitas dúvidas se o que eu leria seria exatamente ou nada parecido com o que eu já tinha visto no seriado. Para a minha surpresa, era tão parecido, mas tão parecido, que tinha falas idênticas.



Sara Shepard pegou o universo batido do ensino médio e o transformou em plano de fundo para o desaparecimento de uma garota aparentemente inocente. A trama te envolve não apenas por isso, mas também pelo extenso e misterioso legado que Alison, a menina desaparecida, deixou.

No meio do emaranhado de segredos de Alison, quatro garotas que não passavam de suas marionetes, mas que eram mascaradas como amigas: Aria, Emily, Spencer e Hanna. Elas escondem muita coisa que apenas Ali sabia e, em meio a um turbilhão de acontecimentos em suas vidas, começam a ter seus segredos ameaçados por mensagens de texto, emails e bilhetes. Como se isso não bastasse, elas se vêem completamente atreladas ao passado quando a polícia da pequena cidade de Rosewood acha o corpo de Ali no quintal de sua antiga casa.

A escrita segue a linha de literatura juvenil que a gente já conhece e ama: fácil de ler, cada página dá vontade de ir para a próxima o mais rápido possível, frases objetivas, e poucos detalhes visuais, o que deixa a nossa imaginação ir aonde a gente quiser.

O livro conta bastante coisa da vida das meninas antes do desaparecimento de Alison. Dá pra perceber melhor qual era o relacionamento delas e porque elas a amavam tanto, mesmo ela sendo uma total bitch. As personalidades das liars são bastante aparentes: elas têm muito mais defeitos do que a gente imagina. E a “coisa com a Jenna” as incomoda muito mais do que parece no seriado.

Foi muito legal ter outra perspectiva e saber alguns detalhes que antes eu não tinha prestado atenção. Estava curiosa pra saber quantos capítulos do seriado cabem em um livro e, estranhamente, descobri que o primeiro livro corresponde ao primeiro capítulo. Acho que nos próximos a história deve andar mais rápido, quem sabe. Só sei que estou louca pra ler o próximo.

Maldosas é um livro interessante, misterioso e super fácil de ler. Eu sei que a espera pela volta da série em outubro vai ser muito sofrida, então pra quem não gosta de ficar longe dessas meninas e quiser investigar melhor quem pode estar no A Team, recomendo muito a leitura da série. :)

Classificação: 5 estrelinhas.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Não sou eu, é você

Sabe aquela frase de fim de relacionamento “Não é você, sou eu”? Então, tá tudo errado. É você sim. E esse é exatamente o nome do último álbum da Lily Allen, It’s Not Me, It’s You. Lançado em 2009, teve cinco singles e foi o segundo álbum de estúdio da cantora britânica.


O álbum é tudo o que a gente pensa, só que em forma de música. Everyone’s At It, a primeira faixa, abre o CD com um protesto: todo mundo tem culpa em alguma coisa. É sobre como o mundo está e como reagimos diante de todas as coisas ruins que nós mesmos causamos. Em The Fear, o primeiro single, Lily se coloca no nosso lugar e nos critica por sermos tão materialistas e superficiais. “I am a weapon of massive consumption / It’s not my fault / It’s how I’m programmed to function”.

22, que foi trilha sonora de novela (ugh!), conta a história de uma garota com seus quase 30 anos que passa por uma crise de idade. A palavra “sociedade” é usada com tanto desprezo que fica difícil admitir que fazemos parte dela. “It’s sad, but it’s true / How society says / Her life is already over”.

Em Back To The Start, Lily pede desculpas por ter jogado toda a culpa em cima do mundo. “Believe me when I say that I cannot apologize enough”. Ela tenta soar convincente, mas no contexto do álbum, ela se torna mais uma música super irônica.


Fuck You é incrível. É a minha preferida. Lily Allen manda todo mundo que tem mente pequena ir se f*der. “There’s a hole where your soul should be / You’re losing control of it / And it’s really distasteful”.

Prestes a chegar ao final, o álbum nos traz duas músicas fofinhas: Who’d Have Known e Chinese. Aqui só tem uma Lily super fofa mostrando que no coração dela também tem amor. Him é um questionamento sobre a existência de Deus e sobre o que ele pensa de nós quando nos observa. É realmente uma música para se pensar. A última faixa, He Wasn’t There, escrita para o pai de Lily, é sobre não desistir das pessoas.


It’s Not Me, It’s You é um álbum incrível. Lily Allen faz uma crítica à sociedade de consumo de forma sarcástica e inteligente e nos coloca dúvidas sobre a existência de alguma lógica no modo como estamos vivendo. Sua voz macia torna todas as suas críticas em um grande eufemismo para a frase “Acho que estamos fazendo alguma coisa errada”. E mesmo com tudo isso acontecendo, ela fecha o álbum com um recado:

“Eu sou tão agradecida, eu nunca desisti dele
Oh bem, você não acreditaria em algumas coisas que ele fez
E todos disseram: Você tem que dar a ele algum tempo
E eu estou feliz que dei, pois agora está tudo bem”

Obs: Meu amigo Pedro lindo que me fez lembrar desse CD. <3

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Todas as coisas que mudam depois de duas décadas



A mente pensa como criança, quando pensa. O corpo age de forma estranha e muda toda vez que fica cansado quando sobe um morro. O cabelo muda de cor quimicamente antes mesmo de começar a mudar naturalmente. Os gostos são os mesmos de um dia para o outro, mas, em vinte anos, eles são completamente diferentes. As preferências são outras quando o assunto é a felicidade. As responsabilidades aumentam com os outros e diminuem consigo mesmo. O olhar entristece a cada segundo que passa e ao mesmo tempo brilha por saber que já se viveu muito. A percepção de tempo é diferente quando duas décadas se passam. A maioria das coisas agora parece ter explicação. As que nunca tiveram, não precisam ser explicadas. É estranho dizer que já se viveu muito; é mais estranho ainda dizer que já se viveu pouco. É difícil de acreditar que há cinco anos não se imaginava onde estaria. E agora está aqui. Não dá pra saber se é felicidade, incerteza ou só a vida mesmo. Não dá pra saber o que se está fazendo nesse mundo. Não dá pra saber nem se existe mesmo algum propósito. Só dá pra saber que todas essas coisas mudam depois de duas décadas.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge


Antes de começar a ler este post, você precisa ter em mente que:

1) Não sou fã do Batman e estou muito longe de ser.
2) Por causa do item 1, não acompanho a história, nem os filmes, nem a vida do Batman, por isso, não sou especialista em batmanzisses.
3) Eu não pegaria o Christian Bale.

Sabendo disso, venho através deste blog maravilhoso dar a minha humilde e sincera opinião sobre Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

Achei másculo.


O filme começa um tanto confuso. Eu, na minha leiga existência, olhei para os lados durante os primeiros 20 minutos tentando lembrar como é que tinha terminado o último filme e o que ia ser da minha vida ao perceber que Heath Coringa Ledger estava morto feat enterrado e não daria o ar da sua graça na telona. Após o momento nostalgia, lembrei que a querida e linda Anne Hathaway era a Mulher Gato, o que não ajudou muito, visto que eu não sabia se ela ajudaria ou atrapalharia os planos do nosso homem-morcego.

Depois de pegar o espírito da coisa e entender o que estava acontecendo, comecei a gostar do filme. Enquanto Bane, o vilão, se tornava uma ameaça para a, até então, pacífica Gotham City, Christian Bale colocou o figurino de Batman, montou em sua batmoto, fez um batcarão e pegou a Marion Cotillard. Enquanto isso, Catwoman deu seus pulo e o ajudou a derrotar o vilão, de quebra deu uns pegas nele e pilotou a batmoto! Miau!

Tá ladra, tá assassina, tá Catwoman.

O melhor do filme com certeza é a Anne Hathaway. Ela, que passou a vida inteira fazendo comédia romântica, teve a oportunidade de fazer uma personagem tão marcante e icônica e se saiu extremamente bem. Christian Bale continua sendo o Christian Bale (o que é ótimo), apenas com a diferença que ele veste uma roupa de Batman e modifica a voz na hora que tá dando porrada. Mas além disso, tem o Morgan Freeman, tem o cara do 500 Dias Com Ela (vai falar que você não se refere a ele assim também?), tem a morte da Marion Cotillard que virou meme no Tumblr...

Como costumo dizer, não saí triste do cinema. Adorei as piadinhas, adorei a contagem regressiva que durou mais do que devia durar, adorei a cara de perplexa da minha amiga descobrindo a verdadeira identidade do Joseph Gordon Levitt.

The Dark Knight Rises é excelente, mas não chega perto de ser emocionante como The Dark Knight. Lembro que na época em que assisti, fiquei tão maravilhada que comecei até a gostar um pouquinho do Batman. Mas o encanto acabou com esse novo filme. O Batman voltou a ser só mais um super herói pra mim.

Classificação: 4 estrelinhas.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Imagine Dragons



Imagine Dragons surgiu em 2009, em Las Vegas, e lançou seu primeiro EP homônimo neste mesmo ano. Outros três EPs foram lançados desde 2010 e, em setembro, teremos Night Visions, o CD de estreia da banda. Aproveitando a deixa de que eles foram indicados na categoria Melhor Vídeo de Rock no Video Music Awards 2012, com o single It’s Time, resolvi falar do EP Continued Silence, lançado em fevereiro deste ano.


A primeira música que ouvi deles foi Radioactive, que me ganhou logo de cara. Quem me conhece sabe que eu sou chata quando escuto uma música pela primeira vez. Falo que não gostei, passa um tempo e depois ela é a mais executada da semana no meu Last.fm. Mas com Radioactive foi diferente. A música é forte, tem uma batida bem marcada e faz a mistura que eu mais amo no universo pop: violão, indie rock e batidas emprestadas do dubstep. Falando assim, parece que é uma mistura que não dá certo, mas deu perfeita e magnificamente certo com Imagine Dragons.

Demons, a segunda faixa, é incrível. A letra é sincera e marcante. On Top Of The World me lembra um pouco o som do Owl City. It’s Time faz jus ao quão legal é a banda e pode ser ouvida no trailer do filme The Perks Of Being a Wallflower (que, aliás, quero muito assistir, ainda mais depois de ter Imagine Dragons como trilha sonora).

Estava com saudade de descobrir uma banda tão legal como essa. (Aliás, quem me indicou foi o Hugo, pessoa responsável por indicar 99% das músicas que eu escuto, bjs) Sem contar que o nome "Imagine dragões" é, tipo, super mega master explode cool. Vale a pena escutar o EP e votar neles no site do VMA: http://www.mtv.com/ontv/vma/2012/best-rock-video/.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Síndrome de "Meia Noite Em Paris"


No site do Estadão:





Costumo ver por aí muita gente reclamando e dizendo que vivemos num mundo onde tudo é comercial e nada mais tem sensibilidade artística. Essa mesma galera diz que as músicas, filmes e artes em geral do passado eram melhores e mais sensíveis do que as atuais.

Ano passado, Woody Allen lançou um filme incrível, Meia Noite Em Paris, que trata exatamente desse tema. A partir daí surgiu o que eu gosto de chamar de Síndrome de Meia Noite Em Paris, que acontece quando a pessoa acha que uma época do passado foi melhor que a que estamos vivendo. Com uma ironia bem sutil e atores incríveis, Woody Allen conseguiu mostrar o que eu sempre concordei e defendi: cada época tem seu valor.

Quem disse que, no futuro, não vão aclamar nossa arte e dizer que o início do século XXI foi simplesmente brilhante? Quem foi que definiu o que é arte e disse que aquilo é melhor do que isto? Quem é especialista o suficiente pra dizer o quanto de sensibilidade um artista precisou para criar sua arte?

A notícia é sensacionalista. Nenhum cientista espanhol andou falando que a música atual é chata. Os espanhóis apenas disseram que “Em média, uma canção atual utiliza as mesmas notas e acordes que uma dos anos 60, apesar de as transições entre acordes serem um pouco mais simples”.

Os gostos mudam, a cultura muda. E se hoje preferimos ouvir músicas com estas características, que seja! Isso é o que nos define. Nós gostamos de ouvir músicas com transições simples entre acordes e isso não quer dizer que gostamos de ouvir música chata. O que é chato pra você pode ser extremamente legal pra mim. E vice-versa.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Overexposed, o novo CD do Maroon 5


Desde que virou jurado do reality show musical The Voice, Adam Levine não perdeu tempo e chamou seus colegas de banda para gravar músicas e usar o sucesso do programa como divulgação. Depois do morno Hands All Over, álbum lançado em julho de 2011, o Maroon 5 emplacou o hit Moves Like Jagger, em parceria com Christina Aguilera, também jurada do The Voice.

O estrondo que Moves Like Jagger causou foi tão grande, que os produtores musicais e a própria banda não puderam deixar esse sucesso passar e correram para lançar o Overexposed no final de junho deste ano. Payphone, carro-chefe do álbum, ainda não me convenceu, mesmo estando há 14 semanas no Hot 100 da Billboard, atualmente em segundo lugar. Mesmo desacreditada com o primeiro single, fui escutar o álbum todo e constatei o que eu já esperava: Overexposed é um álbum genérico.

One More Night, segundo single, é muito mais interessante e divertida que Payphone, talvez por ter sido produzida pelos hitmakers Max Martin e Shellback. Lucky Strike, produzida pelo igualmente genial Ryan Tedder, ganha pontos por ser animada e chiclete. Wipe Your Eyes também é ótima, uma pena ser apenas uma faixa bônus na versão deluxe do CD.

Uma ou duas baladas, três faixas como promessa de ser hit e as outras com cara de “música de emergência”, ou seja, aquela música que tá ali só pra preencher espaço. Pra finalizar, Max Martin como produtor executivo, tentando colocar batidas chiclete entre um “oh yeah” e um “whoa”. E assim foi feito o novo álbum do Maroon 5, que ficou com cara de que foi gravado e produzido na correria, com uma péssima escolha de músicas e, que eu espero, não tenha a mesma péssima escolha de singles.

Classificação: 3 estrelinhas.
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