sábado, 15 de setembro de 2012

Pedido de desculpas


Minha garganta está doendo desde que aquelas palavras que eu não queria foram espirradas em cima de você. O vírus da minha estupidez se espalhou. Você está contaminado e, quem sabe, pode se curar se decidir fazer o tratamento. Desliga o ar condicionado em cima da sua cabeça e aprecia o sol enquanto é tempo, porque já vai chover. E mais tarde, ninguém vai saber, mas é lá que você vai encontrar a saúde. Tenta não me acordar, pois é aí que os sintomas aparecem. A pele fica pálida e o olhar mole; o rosto amarelado de tentar te convencer que você pegou essa doença também. Depois que passar sua febre e você vir me visitar pra ver se melhorei, vê se não esquece meu chocolate trufado e meu coração que eu coloquei numa caixa e tranquei. Se você não sabe onde está, desista. Esse vírus não vai sair do seu sistema enquanto você não me desculpar. Me desculpe. Não foi a minha intenção.

2 comentários:

  1. Nossa Érika! Você escreve muito muito bem mesmo! Não tem um texto seu que não tenha gostado. Adoro ler seus textos literários (é assim que se chama? kk) aqui :)

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  2. GENTEEEE, ameeeeeeeeeei!
    Q issss, você anda muito inspirada, menina.
    "Parabéns! Tô gostando de ver. Continue assim." - frase de professor, mas é verdade.
    Beijoos!

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