quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Não existe vantagem em ser invisível

Sem querer estragar a vida de vocês, mas As Vantagens de Ser Invisível não é isso tudo que andam falando.



O filme é bom. E para por aí. Senti que era pra ser uma coisa grandiosa, e no fim foi só um filme de adolescentes com problemas.

A história é sobre Charlie (Logan Lerman), um menino depressivo, que não tem amigos, que tem a vida marcada pela morte de sua tia e, pra piorar sua situação, acabou de chegar no Ensino Médio.

E aí ele conhece Patrick (Ezra Miller), Sam (Emma Watson) e sua turma de amigos, que são super cool, super descolados e livres e culturais e musicais... E são desajustados assim como ele. Daí surgem a amizade e o amor entre eles, o que torna a vida de Charlie melhor.



Minha amiga acusou o filme de ser muito “poético”, o que aos olhos dela, é uma coisa ruim. E aos meus também, em termos. A poesia hoje em dia está correndo o risco de se tornar menos sincera para dar lugar a palavras bonitas e frases bem elaboradas. Isso me lembra um pouco aquele movimento literário onde os artistas só ficavam por conta de o poema ficar bonito estruturalmente, e não sentimentalmente.

Já que falei sobre estrutura, preciso dizer que o filme tem total ar de produção indie. A fotografia, o cenário, a trilha sonora. E isso é muito legal. Na minha cabeça, os filmes indies são mais sinceros, e acho que isso deu pontos de credibilidade para o longa.

Acho pesado chamar o filme de forçado, mas essa foi a primeira palavra que me veio à cabeça quando os créditos rolaram. Acabei de falar várias vezes aqui nesse texto sobre sinceridade e eu não sei por que, mas ando considerando muito essa qualidade.

Atrapalhou também o fato de eu ter criado muitas expectativas em cima da história. Achei que eu ia realmente saber quais são as vantagens de ser invisível e, na verdade, não tem vantagem nenhuma. Achei que o drama ia além de apenas uma depressão de adolescente. Não que eu esteja banalizando a depressão do Charlie, mas é que passamos por tantas e horríveis coisas nessa época, que faltou um ponto chave, um porquê, um motivo para eu amar e me identificar com os personagens.

É claro que isso tudo não diminui a representação da adolescência nos anos 90, uma década de transição, que intermediou e criou a cultura e o pensamento que temos hoje em dia. Não posso deixar de comentar sobre alguns quotes geniais, como “We accept the love we think we deserve” – Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos. Estou pensando nessa frase há algum tempo desde que vi o filme e não tenho muito o que falar sobre ela. Acho que rende um post sem sentido falando sobre isso e coisa e tal.

No final das contas, não era tudo o que esperava, mas era alguma coisa. As Vantagens de Ser Invisível é um filme pra assistir sem compromisso e sem expectativa. É uma ótima oportunidade pra correr pra livraria e conferir se a história não fica melhor contada em forma de livro.



Classificação: 3 estrelinhas.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Sessão de Carnaval

Esse ano fiz uma lista de filmes que eu queria assistir nesse feriado e acho que essa lista merece ser compartilhada, caso exista outra pessoa no mundo além de mim que não esteja a fim de festa e de carnaval.

Upside Down

Com Kirsten Dunst e Jim Sturgess. Pra começo de conversa, os dois são lindos e são atores maravilhosos. O filme é uma ficção científica bem louca: Kirsten e Jim são de universos diferentes, com diferentes gravidades e diferentes regras. Os dois se apaixonam e é aí que entra a ação da história. Tenho a impressão de que quem gosta do seriado Fringe, vai adorar esse filme (o que é o meu caso). A direção é de Juan Solanas.




Now Is Good

O enredo lembra um pouco Um Amor pra Recordar, mas quem liga? É com a Dakota Fanning e com a Kaya Scodelario! A história é a baseada no livro Before I Die, da escritora Jenny Downham. O britânico Ol Parker fica por conta da direção.



The Perks Of Being a Wallflower

É um drama adolescente com Emma Watson e Logan Lerman, baseado no livro de mesmo nome do escritor e também diretor Stephen Chbosky. A trilha sonora conta com It’s Time, música do EP Night Visions, da banda revelação Imagine Dragons.



Lembrando que isso fica melhor ainda quando acompanhado de Coca-Cola, chocolate e uma pessoa legal para compartilhar seus comentários.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Meninos não gostam de meninas loucas



A menina dança. Frenética. Robótica. Eclética. Ela chora. Ela tem unhas multicoloridas e coração monocromático. Ela odeia salto alto. Ela usa argolas nas orelhas e tem um joelho machucado. Ela gosta de correr. Ama tudo que não pertence a ela e pensa que o tempo foi aprisionado em uma ampulheta. Ela não sente raiva. Ela tem paciência com o mundo. Ela não tem chance nenhuma de sobreviver. Ela se esquiva da realidade e dança. Ela está sozinha.
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