sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

(Decepção parte 02) Depois


Acabei de escrever os piores versos que alguém poderia escrever. Claro, eram sobre você. E agora que eu já curei a minha ressaca, quero que você leia de trás para frente para ver se parece alguma brincadeira de Clarice, ou alguma frase emocionante do Abreu. Não parece, parece? Estou longe de qualquer poeta, poetisa. Você não me deixa chegar perto. Ruge quando eu me aproximo. Xinga quando eu tento convencer. Você não faz sentido, meu querido. Nossa dessintonia é lamentável. Agora que eu me virei com outra pessoa, você vai pela esquerda, eu pela direita. Endireito as minhas costas. E a gente nunca mais se encosta.

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